Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada 100 pacientes internados em UTIs de países em desenvolvimento, 15 irão adquirir uma infecção. O uso incorreto do EPI hospitalar é um dos fatores que contribuem para este cenário alarmante, que coloca em risco tanto pacientes quanto profissionais.
O mais grave é que a própria OMS estima que cerca de 70% dessas infecções poderiam ser evitadas com a adoção de práticas de prevenção. Nesse contexto, a utilização correta e sistemática dos equipamentos de proteção é a principal barreira de segurança contra a contaminação cruzada.
Este artigo é um guia completo sobre o tema. A seguir, explicamos os principais tipos de EPI hospitalar, seu uso correto e como escolher fornecedores que garantam a máxima proteção.
O que são os EPIs de um hospital?
O EPI hospitalar é todo dispositivo de uso individual para proteger a saúde de profissionais e pacientes contra riscos biológicos, químicos e físicos. Sua utilização é regulamentada pela Norma Regulamentadora No. 6 (NR-6) e, de forma específica para o setor, pela Norma Regulamentadora No. 32 (NR-32).
Diferente de outros setores, este tipo de EPI cumpre uma função de tripla proteção. Ele resguarda a integridade do profissional, evita que ele se torne um vetor de contaminação e protege o próprio paciente.
Por que o EPI hospitalar é importante para profissionais e pacientes?
O EPI hospitalar é importante porque cria uma barreira de segurança que impede a disseminação de agentes infecciosos e protege contra acidentes. Para a instituição, seu uso correto assegura a conformidade com as normas sanitárias.
A importância se manifesta na proteção contra os principais riscos:
- Riscos biológicos: o contato com sangue e fluidos corporais expõe à contaminação por vírus e bactérias.
- Riscos químicos: a manipulação de medicamentos e produtos de esterilização pode causar reações tóxicas.
- Riscos físicos: a exposição à radiação ionizante em setores como a radiologia (raios-X) ou o manuseio de materiais perfurocortantes também exigem proteção.
Quais são as responsabilidades de empregadores e profissionais no uso de EPI hospitalar?
A NR-6 é a principal legislação sobre o tema. Ela define claramente as obrigações de cada parte na relação de trabalho para assegurar o uso correto dos equipamentos.
Responsabilidades do empregador
De acordo com a norma, cabe à empresa ou instituição de saúde:
- Adquirir o EPI adequado ao risco de cada atividade.
- Fornecer apenas equipamentos com Certificado de Aprovação (CA).
- Orientar e treinar o profissional sobre o uso, guarda e conservação.
- Exigir e fiscalizar o uso do EPI durante toda a jornada de trabalho.
- Substituir o equipamento imediatamente quando danificado ou extraviado.
- Responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica.
Responsabilidades do profissional da saúde
Ao trabalhador, cabe cumprir as seguintes determinações:
- Utilizar o EPI apenas para a finalidade a que se destina.
- Responsabilizar-se pela guarda e conservação do equipamento.
- Comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso.
- Cumprir as orientações recebidas no treinamento sobre o uso adequado.
O descumprimento dessas regras acarreta sanções para ambos os lados. A empresa está sujeita a multas e processos, enquanto o colaborador pode receber advertências ou, em caso de reincidência, ser demitido por justa causa.
Quais são os principais tipos de EPI hospitalar?
O conjunto de EPIs hospitalares varia com a função, mas alguns itens são recorrentes no ambiente de saúde.
- Luvas: protegem as mãos e evitam a contaminação cruzada. As luvas de procedimento (não estéreis) são usadas em atendimentos gerais, como exames, enquanto as luvas estéreis (cirúrgicas) são obrigatórias em procedimentos invasivos, como cirurgias, para evitar a infecção do paciente.
- Máscaras: cirúrgicas ou de proteção respiratória (PFF2/N95), criam uma barreira contra a inalação de agentes nocivos.
- Avental/jaleco: protegem o corpo contra o contato com fluidos e respingos.
- Óculos de proteção e protetor facial: resguardam os olhos e o rosto contra respingos.
- Touca e sapatos fechados: a touca evita a queda de cabelos em áreas estéreis, e os sapatos protegem os pés de umidade.
Como utilizar e descartar corretamente os EPIs?
A eficácia do EPI hospitalar depende do seu uso correto. Existe uma sequência recomendada para vestir (paramentação) e, principalmente, para retirar (desparamentação) os equipamentos, a fim de evitar a autocontaminação.
O descarte também é um ponto de atenção. EPIs descartáveis usados são lixo hospitalar infectante e devem ser descartados em recipientes específicos. Já os EPIs reutilizáveis devem ser encaminhados para processos de higienização padronizados.
Quais são as inovações mais recentes em EPI hospitalar?
As inovações em EPI hospitalar focam em aumentar a proteção, o conforto do usuário e a sustentabilidade.
- Materiais antimicrobianos: desenvolvimento de tecidos que podem inativar vírus e bactérias ao contato.
- Equipamentos ergonômicos: luvas com maior sensibilidade tátil e óculos mais leves são exemplos de como a ergonomia reduz a fadiga.
- EPIs reutilizáveis: a busca pela sustentabilidade tem impulsionado a criação de vestimentas de proteção que podem ser esterilizadas, reduzindo o lixo hospitalar.
Como escolher fornecedores confiáveis de EPI hospitalar?
Escolher um fornecedor confiável de EPI hospitalar envolve analisar a qualidade, as certificações e o suporte. Para uma escolha segura, avalie os seguintes pontos:
- Certificações (CA e ANVISA): verifique se todos os produtos possuem o Certificado de Aprovação (CA) e o devido registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).
- Qualidade da matéria-prima: a qualidade do material impacta diretamente na durabilidade, no conforto e no nível de proteção.
- Suporte técnico e logística: um bom fornecedor entende as necessidades do setor, orienta na escolha e tem uma logística confiável.
- Reputação no mercado: dê preferência a marcas consolidadas e com um histórico de excelência, como a Volk do Brasil.
A gestão do EPI hospitalar é uma peça-chave para a segurança de hospitais e clínicas. A escolha de equipamentos de alta performance e o treinamento contínuo são ações que protegem vidas e fortalecem a instituição.
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Resumindo
Os EPIs essenciais em um hospital incluem luvas (de procedimento ou cirúrgicas), máscaras (cirúrgicas ou de proteção respiratória como a PFF2), aventais e jalecos, óculos de proteção e protetores faciais (face shield), além de toucas e sapatos fechados. A combinação exata varia conforme o risco biológico, químico ou físico de cada procedimento.
A Norma Regulamentadora nº 6 (NR-6) é a principal lei sobre EPIs. Ela estabelece a obrigatoriedade do fornecimento gratuito por parte do empregador, exige que todo EPI tenha um Certificado de Aprovação (CA) válido e define as responsabilidades tanto da empresa (treinar, fiscalizar, substituir) quanto do trabalhador (usar corretamente, conservar).
A Norma Regulamentadora nº 32 (NR-32), que trata da segurança em serviços de saúde, não lista EPIs específicos, mas reforça a obrigatoriedade do uso com base nos riscos identificados. Ela detalha as situações em que o uso de luvas, máscaras, aventais e outros equipamentos é mandatório para proteger os profissionais contra riscos biológicos, como o contato com sangue e fluidos corporais.
Créditos da imagem: Freepik
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Gostei muito dessa matéria. Sou auxiliar de enfermagem
Trabalho na confecção de avental hospitalar.